Projectar e Copiar

By Cruz, Ricardo Tedim
Projectar e Copiar

Details

Authors: Cruz, Ricardo Tedim
Format: Paperback
GTIN13: 9789893618707
ISBN10: 9893618703
Page Count: 138
Dimensions: 8.5x0.3x11.0
Publisher: Triglifo

Description

Projectar e copiar uma obra que reflecte sobre o modo como criada a obra original na mente do arquitecto. Consiste no resultado de um trabalho de investigao desenvolvido enquanto resposta aos preconceitos existentes no meio acadmico e cultural que envolve os arquitectos e a arquitectura em geral. O tema abordado consiste na descrio do mecanismo atravs do qual utilizamos aquilo que sabemos. o mecanismo central no trabalho do arquitecto no momento em que desenvolve um projecto de arquitectura. A esse processo que sistematicamente ocorre na prtica projectual chamamos copiar. Quanto s suas consequncias, tenta-se demonstrar que a ele se deve uma arquitectura mais rica, mais ajustada s necessidades a que responde, mais lcida e mais autntica.

O tema resulta de uma vontade prpria do autor lidar com uma condio contempornea de diversidade e pluralidade de opinies, de um natural reconhecimento pelos personagens que mais condicionaram o desenvolvimento da arquitectura e de uma rejeio de algumas posies tericas contemporneas.

O tema abordado de um modo analtico e consequente no que diz respeito prtica projectual, tentando-se demonstrar toda a argumentao com o maior nmero de exemplos.

Em quatro captulos que mais no so do que os quatro estados de aproximao ao tema: anlise, estudo dos elementos que o compem, manifestaes distintas, e por fim as consequncias vrias do ato de copiar.

No primeiro captulo explica-se em que consiste uma prtica projectual assente no acto de copiar. Elucidam-se diversos significados etimolgicos. Enuncia-se as razes que nos levam a copiar. Por fim, define-se o copiar enquanto processo constitudo por diversos elementos intervenientes: a matriz, o sujeito, a cpia, o contexto da matriz, o projecto e a composio.

No segundo captulo descreve-se o papel de cada elemento interveniente no acto de copiar. A matriz, isto , aquilo que copiamos, constitui algo como um corpo disciplinar. O sujeito, ou seja, quem copia, pode afirmar-se como criador autntico. A cpia, por outras palavras, a parcela de projecto, dever transformar-se em desgnio projectual. O contexto da matriz, isto , a fonte qual recorremos, pode ser extremamente diverso. O projecto acaba por ser sempre o objectivo central da aco. A composio o processo pelo qual transformamos as partes copiadas num todo unitrio.

No terceiro captulo procura-se reflectir sobre os diferentes modos de copiar segundo as diversas caractersticas que cada um dos elementos pode assumir. Podemos assim copiar quer algo de concreto, quer algo de abstracto. Aqueles que projectam podero copiar conscientemente ou inconscientemente, podero ser eruditos ou meros construtores annimos. Aquilo que introduzimos no projecto poder ser ou no estruturante. Os contextos aos quais recorremos podem localizar-se na Natureza ou na Histria. Os instrumentos que nos servem de auxlio possuem tambm potencialidades distintas. A maneira como organizamos aquilo que introduzimos no projecto pode explicitar cada parte copiada ou tornar essas partes apenas implcitas no todo.

No quarto e ltimo captulo procura-se abordar as consequncias dos diversos modos de copiar. Estabelece-se uma relao entre os diversos posicionamentos que aqueles que projectam assumem na arquitectura dos nossos dias e o modo como copiam. Saliento que quando procuramos algo na Natureza ou na Histria acabamos por traduzir uma vontade renovadora ou conservadora, respectivamente. Enumeram-se tambm exemplos de diversas arquitecturas que so o resultado do valor distinto que damos quilo que copiamos. Por fim, conclui-se da necessidade de uma arquitectura fundada no acto de copiar, uma arquitectura que cria copiando.

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